Domingo 21/10/2018

Fundos de Tela

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Convertido por Teresinha

Vernon Johnson era um pastor, da Igreja Anglicana, membro ativo duma ordem religiosa protestante, chamada "Franciscanos da Divina Compaixão". Salientava-se como pregador, orientador de consciência e conferencista de várias universidades.
Um dia, puseram-lhe nas mãos a "História de uma Alma" - autobiográfica de Santa Teresinha. Abriu-a ao acaso e com certeza repugnância. Tudo o que era Papismo (da Igreja Católica) soava-lhe a superstição e a vida de uma santa carmelita devia, por certo, estar cheio de enganos e invenções.
Leu algumas páginas, e foi a impressão que dele se apoderou, que resolver ler o livro todo, a sério, desde o começo. Da leitura nasce-lhe um grande entusiasmo por aquela jovem escritora, que lhe pareceu um gênio na arte literária e um prodígio no amor de Deus.
Em Maio de 1925 desce ao Continente e vai a Lisieux, a cidade onde a pequena santa tinha vivido e em cujo Carmelo morreu. O efeito da visita foi sentir-se fascinado pelo ambiente sobrenatural, pela simplicidade e santidade da humilde Teresa.
Regressa a Londres, mas - como ele próprio afirmou mais tarde - sem a mais leve ideia de se converter a religião da santa carmelita.
No ano seguinte, volta de novo a Lisieux. Mas, desta vez, a sua santa predileta não o deixa partir como viera. A dúvida penetrou-lhe na alma: a verdadeira Igreja de Cristo seria a Anglicana ou aquela que Teresa tão apaixonadamente amava, a Igreja Católica? Quem estaria com a verdade? Qual a causa da santidade de Teresa? A sua fé. Mas esta apoiava-se sobre uma autoridade Infalível, que vinha do mesmo Deus. Era a autoridade que provinham a força, a segurança e o privilégio único da Igreja de Roma.
Regressa a Inglaterra, com esta decisão: "Ou voltarei como católico, ou não volto mais!"
Mais tarde publicou um livro, que obteve retumbância mundial: "Um só Senhor, uma só fé!"
Consta que ele começou pelo estudo aprofundado e atento da Sagrada Escritura, mas as dificuldades metem-lhe medo, como ele próprio escreveu: Sem Título-3.jpg
"Quando deixei Lisieux, a única coisa que via era uma tarefa esmagadora, quase impossível de realizar... Humanamente falando, se por acaso Roma provasse que ela tinha razão, isso significava para mim o transtorno da minha vida e do meu trabalho, numa idade em que dificilmente poderia começar de novo, além do corte com as minhas amizades e relações".
As consequências da sua conversão ao catolicismo avolumavam-se aos olhos de Vernon:
"Durante meus últimos dias de Pastor Anglicano, via que tinha de abandonar a doce vida provinciana da Inglaterra, uma dos meus maiores encantos, que tinha de cortar o laço de amizade pessoa, que me ligavam às universidades e escolas oficiais. Com terrível clareza previa que se tinha de avizinha o momento emq eu andaria como exilado no meu próprio país; que passaria ao lado de igrejas e paróquias (anglicanas) que eu conhecia tão bem, e nas quais, daí por diante, eu não seria mais que um intruso; teria de me afastar de casas, antes hospitalares para mim, e cujas portas, no futuro, se fechariam para sempre. Para um pastor que, durante longos anos exerceu o ministério na Igreja Anglicana e nela pôs o centro das suas esperanças, tudo quanto acabo de dizer, produzia um sofrimento, cuja intensidade não se pode expressar por palavras".
Mas a Santa de Lisieux, o anjo do sacerdócio, velava sobre aquela alma de eleição e guiou até à verdade. Os livros dos sábios não o convenceram. Só a "História de uma Alma" lhe abriu os olhos. "Este livro - afirmou - chegou a ser para mim com a Sagrada Escritura".
O Pastor Vernon sentia-se atraído para a jovem carmelita, mas sentia medo da sua Igreja. Teresa dissipou0lhe esses receios e, filha ardente da santa Madre Igreja, conquistou para ela mais esta alma.
Depois de quatro anos de estudo e de oração, em 1929, Vernon ingressou na Igreja Católica.
A impressão que o fato causou na Inglaterra e mesmo no estrangeiro, dificilmente se pode avaliar. O neo-convertido afirmava depois, num tom de profunda convicção: "Nunca em minha vida gozei de tanta paz e sossego, como experimento depois de minha adesão à fé católica".
Passados quatro anos de rigoroso estudo da Teologia feito no Colégio Beda, em Roma, o Padre Vernon, regressou a Inglaterra recebendo as ordens na capela do Seminário Maior em Londres, a 29 de Junho de 1933. Celebrou a primeira missa na Catedral de Westminster, levando uma casula com imagem bordada da sua celeste padroeira. Nesse dia recebeu mais de 300 cartas e telegramas de outros tantos convertidos ao Catolicismo, pela leitura do seu livro: "Um só Senhor, uma só fé!"
A 16 de Julho, festa de Nossa Senhora do Carmo, cantou a missa solene na Basílica de Lisieux. No fim, perante um auditório, abalado pela comoção, narrou em francês a história de sua conversão, focando, cheio de reconhecimento a influência irresistível da "Florzinha do Carmelo". E declarou: "Passo a passo, dia a dia, teresa deu-me a força e o alento necessários".
Daí por diante, o Padre Vernon voltou todos os anos a Lisieux, levando consigo muitos convertidos, entre os quais, numerosos pastores anglicanos. Ali todos juntos faziam retiro espiritual, agradecendo ao Senhor as suas infinitas misericórdias.
Por experiência própria e alheia, Padre Vernon afirmou:
"Teresa ganha às vezes para a sua Mãe, a Igreja, filhos rebeldes; às vezes tira-os das trevas do Protestantismo, e ela própria, leva-os individualmente pela mão à gloriosa luz da verdade católica... Para todos nós, ela é, como dizia o Papa Pio IX ao Cardeal Dougherty, no dia da canonização: ‘ a estrela da nossa vida'".
Assim se tem realizado o que a santa profetizou, pouco antes de partir deste mundo:
"Depois da minha morte farei cair uma chuva de rosas. Sinto que vai principiar a minha missão, a missão que tenho de fazer amar a Deus como eu O amo. Quero passar o meu Céu a fazer o bem na Terra".

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