Segunda-feira 24/09/2018

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O MILAGRE EUCARÍSTICO DE LANCIANO

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O MILAGRE EUCARÍSTICO DE LANCIANO

O ano era aproximadamente 700. O lugar era o vilarejo italiano de
Lanciano - povoado antiquíssimo, cujo nome vem justamente do primitivo
termo "L'Anciano", ou seja, ancião, velho. Lá viviam, no mosteiro de São
Legoziano, os monges de São Basílio. Entre eles, um que acreditava mais
na sua cultura mundana do que nas coisas de Deus. A sua fé parecia
vacilante e, todos os dias, ele era perseguido pela dúvida de que a
hóstia consagrada fosse mesmo o verdadeiro Corpo de Cristo e o vinho o
seu verdadeiro Sangue.

A Graça Divina, porém, nunca o abandonou, fazendo-o rezar continuamente
para que esse insidioso espinho da dúvida saísse do seu coração.

Certa manhã, celebrando a Santa Missa atormentado mais do que nunca pela
dúvida, ele viu, após proferir as palavras da consagração, que a hóstia
se convertera em Carne viva e o vinho em Sangue vivo. Em meio a
transbordante alegria, o seu rosto, banhado em lágrimas, chamou os
presentes:

"Vinde, irmãos, e admirai o nosso Deus que se aproximou de nós! Eis aqui
a Carne e o Sangue do nosso Cristo muito amado!"

A estas palavras, as testemunhas se precipitaram até o altar e começaram
também a chorar e pedir misericórdia. Logo espalhou-se a notícia por
toda a pequena cidade, transformando o monge em um novo São Tomé.

A Hóstia-Carne apresentava, como ainda hoje se pode observar, uma
coloração ligeiramente escura, tornando-se rósea quando iluminada pelo
lado oposto, e tinha aparência fibrosa; o Sangue era de cor terrosa,
entre o amarelo e o ocre, coagulado em cinco fragmentos de forma e
tamanho diferentes.

Serenada a emoção de que todo o povo fora tomado, e dadas aos Céus as
graças devidas, as relíquias foram agasalhadas num tabernáculo de
marfim. A partir de 1713, e até hoje, a Carne passou a ser conservada
numa custódia de prata, finamente cinzelada, ao estilo napolitano. O
Sangue está contido numa rica e antiga ampola de cristal de rocha.

Aos reconhecimentos eclesiásticos do milagre, veio juntar-se o
pronunciamento da ciência moderna através de minuciosas e rigorosas
provas de laboratório.

Em novembro de 1970, os frades menores conventuais decidiram confiar a
dois médicos, de renome profissional e idoneidade moral, a análise
científica das relíquias. Após alguns meses de trabalho, em 4 de março
de 1971, os pesquisadores concluíram:

• A Carne e o Sangue são verdadeiros e pertencem à espécie humana.

• A Carne e o Sangue são do mesmo tipo sanguíneo, AB. É o mesmo tipo de
sangue encontrado no Santo Sudário de Turim.

• A Carne e o Sangue permaneceram durante nada menos que doze séculos em
estado natural e expostos aos agentes físicos, atmosféricos e
biológicos, e ainda assim se conservaram, o que constitui um fenômeno
absolutamente extraordinário.

Antes mesmo de redigirem o documento sobre o resultado das pesquisas,
realizadas em Arezzo, os doutores Linoli e Bertelli enviaram aos frades
um telegrama nos seguintes termos:

"Et Verbum caro factum est" - "E o Verbo se fez Carne!"

A ciência, chamada a manifestar-se, estava dando assim uma resposta
segura e definitiva a respeito da autenticidade do milagre eucarístico
de Lanciano.

aleteia.org

 

 

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